Escrevendo sem Compromisso

Este blog está em processo de desativação. Não serão publicados mais comentários, porém por tempo indeterminado permanecerão todos os seus posts como hitórico. Qualquer informação ou contato deverão ser encaminhados apenas por e-mail.

 

 

Rubens Alves Júnior

rubensalves@uol.com.br

o "Tudo 1 Pouco" vai acabar!

 

Li o artigo da Lya Luft na Revista Veja desta semana e penso muito em acabar com este blog...

Esses blogs que parecem auto-ajuda com reflexões umbilicais parcialistas me incomodam. Eu fujo dessa estética. Mas, mesmo assim... porque ter um blog?

Penso muito em todas as ponderações da articulista. Para que escrever? De fato as chances de este ser o último texto aqui são enormes.

Vou repensar tudo! Tudo 1 Pouco!

 

 

 

 

Segue o artigo citado:

Internet, o bem e o mal

Lya Luft

"É triste que um meio de comunicação, pesquisa,
lazer e descobertas como a internet seja
usado tantas vezes para fins tão negativos"

Com suas maravilhas e armadilhas, a internet faz parte de meu cotidiano há muitos anos: fui dos primeiros escritores brasileiros a usar computador. Com ele, a cada manhã começa meu dia de trabalho, buscas e descobertas, pesquisa e comunicação. A internet, que isola os misantropos avessos aos afetos, une os que gostariam de estar juntos ou partilham as mesmas ideias, mas também serve para toda sorte de fins destrutivos, que vão da calúnia política à vingança pessoal.

 

Talvez seja uma falha, mas nem tenho site: gosto da minha privacidade, num mundo que adora os holofotes e quer ser filmado, fotografado, estar em youtube e orkut, visto por webcams ou celulares indiscretos, por vezes perversos. De um lado, o vulgar: ditas celebridades curtem viver e morrer em cena, e fazem questão de mostrar, se possível, as entranhas. Exibem-se bundas e peitos, detalhes picantes (em geral desinteressantes) da vida pessoal, frivolidades, histeria ou maledicências. De outro lado, o grave. Exemplo: rapazes filmam num celular oculto cenas pessoais com suas namoradas ou amigas e as espalham via internet; com fotografias inocentes, criam-se imagens maldosas que acabam num youtube ou orkut, para alegria dos mentalmente maldotados. É bem triste que um meio de comunicação, pesquisa, lazer e descobertas como a internet seja usado tantas vezes para fins tão negativos.

Ter um blog me cansaria: leio os de jornalistas cuja opinião vai me interessar no curso do dia e dos acontecimentos mais singulares. Mas um blog meu seria extremamente sem graça, então dispenso disso a mim mesma e meus leitores. Alguém estranhou que eu não estivesse no Orkut, no qual, por um tempo, houve, entre outras mil coisas, duas tribos: os que me amavam e os que me detestavam. Visitar um lugar assim me cansaria mortalmente, e o tédio é um de meus inimigos. Minha alegria está em curtir meus amores, os lugares que me encantam ou abrigam, os livros e a música, e a natureza. Incluo entre meus prazeres as melhores coisas que internet e televisão proporcionam. (Excluam-se programas que divulgam o patético convívio numa casa-jaula humana. Se ainda não foram filmados usando o vaso sanitário, aguardem.)

Nos questionamentos sobre crianças e adolescentes que lidam com os meios eletrônicos, tenho uma sugestão: dar-lhes discernimento para que possam entender e escolher. Continua, porém, o drama da involuntária, muitas vezes nem sabida, exposição de pessoas desavisadas à maledicência e à calúnia, à invasão não consentida da privacidade pelas câmeras, às montagens sobre fotos banais, às informações falsas que alguns julgam engraçadas - toda sorte de maldade de que as vítimas não podem se defender. Tais indignidades jamais seriam feitas em público, ou assinadas embaixo: florescem na sombra da covardia e da mediocridade, do desrespeito e de poucas luzes intelectuais.

Se é ingenuidade ou desinformação mandar via internet textos apócrifos de Clarice, Drummond ou Borges, inventar uma falsa despedida de García Márquez anunciando que está à beira da morte ou atribuir a Fernando Pessoa versinhos derramados, é cretino e mau denegrir pessoas que nem sabem o que lhes está acontecendo. Já existe uma instrumentação legal para caçar e punir pedófilos que tentam assassinar moralmente menores de idade. Agora, urge que se crie um equivalente para casos como os que acabo de citar, pois causam dor a quem não merece nem pode se explicar. E que ele seja muito eficaz: para que gente indefesa não tenha exibidas, por desaviso e inexperiência, intimidades próprias; nem se escrachem, por malignidade e deficiência mental, intimidades alheias.

Dois defeitos são inatos e incorrigíveis no ser humano, e de ambos nos livre o destino: burrice e mau caráter. O uso doentio de um instrumento tão fantástico quanto a internet, quando não é psicopatia, é uma conjunção desses dois melancólicos atributos.

23 de abril de 2009 - 13h21

 

NESTE MOMENTO FINAL DO "TUDO 1 POUCO", RESOLVI NÃO PUBLICAR OS COMENTÁRIOS. FAÇO ISSO, POIS SINTO REALMENTE COMO O FIM DESSA JORNADA.

 

O PREVISIVEL ACONTECEU. ALGUNS COMENTÁRIOS CRITICAM LYA LUFT E OUTROS A MIM. RECEBI TAMBÉM EMAILS CARINHOSOS E ELOGIOSOS. E TUDO ISSO REFORÇA... PORQUE DEVERIA EU TER UM BLOG? PORQUE JOGAR NESSA REDE DE ACESSOS SEM FIM TEXTOS MEUS?

 

SE NÃO ACABAR... É FATO: HAVERÁ UMA LONGA PAUSA!

 

OBRIGADO PELO CARINHO E TAMBÉM POR TER SIDO CRITICADO.

Editorial

A palavra modernidade é envolta por uma expectativa de ineditismo. É um conceito com origem no século XVII, mas teve seu auge em modismo no frenético século XX. Na atualidade, ser moderno é saber qual a verdadeira sintonia de estar em dia com as mudanças sociais, culturais e de movimento da humanidade. A área de Tecnologia da Informação e Comunicação traz emblematicamente o pano de fundo para esse cenário. Não existe sequer um panorama de hábitos urbanos que não esbarre na preocupação de estarmos atualizados sempre. A cidade de São Paulo é um dos maiores centros urbanos do planeta. A simples existência de um cidadão dessa metrópole, o faz rico de repertório muito acima da média mundial. Instrumentar o município para torná-lo de fato uma Cidade Digital é tarefa vital e conhecer este processo só é possível com o compartilhamento de informações seguras e consistentes. O uso de TIC só faz sentido quando sua finalidade é traduzir comportamentos que possibilitem a existência de cidadãos conectados de maneira responsável.

editorial da Revista Eletrônica PRODAM Tecnologia - edição nº 2

http://www.prodam.sp.gov.br/revista

Ser do Mundo. Ser Ator.

 

Uma nova experiência consome deliciosamente uma das minhas noites na semana. O Teatro não é algo tão novo assim para mim. Como já falei em post anterior, eu julgava que o texto era minha única forma de expressão razoável. Nas artes visuais eu me lembro de uma forte incursão no mundo do cinema. No final dos anos 70 e no comecinho dos 80, o Super 8 era uma possibilidade concreta para aqueles que queriam ousar na sétima arte. Produzi dois filmes exibidos no extinto “Ação Super 8” com o já falecido Abrão Berman, na TV Cultura. Guardo até hoje a medalhinha da premiação. Eu tinha apenas 16 anos e era meio que um mascotinho atrevido. Nesse grupo de aspirantes a cineastas tinha um rapaz um pouco mais velho que eu, mas com no máximo uns 20 anos. Era o conhecido Jaime Monjardim.

 

Pensei até estudar cinema nos Estados Unidos, a publicidade foi meu caminho profissional. E o texto foi minha escolha! Claro, que é uma atividade que esbarra muito nas artes ou no mínimo a utiliza como linguagem.

 

Minha voz grave muitas vezes despertava curiosidade e o questionamento de porque eu não cantava. Pois é, nos últimos 3 anos descobri e afirmo que nunca serei um cantor, mas consigo cantar. É ótimo superar limites.

 

Há pouco mais de um mês entrei de cabeça no teatro. Na primeira aula do curso básico de uma renomada Escola, a professora perguntou porque estávamos lá e se todos queriam ser atores. Adorei não ter uma resposta e pensei que não sabia o que estava fazendo lá! O que está acontecendo? Não sei também, mas é minha melhor noite de sono. Estou conhecendo pessoas que estão apenas preocupadas com nosso objetivo comum. Não perguntam o que faço, qual minha idade, enfim... nada! São lições de vida a cada encontro. A mais forte delas é que muitas vezes com um problema ou erro, nós paramos... O teatro nos mostra que devemos incorporar o erro, problema ou limitação e seguir em frente. A escola de teatro fez hoje uma comemoração pelos seus 35 anos e chamou todos o seus alunos e eu com o entusiasmo de um neófito, não poderia faltar. Muitos ritos simbólicos e duas reflexões. A primeira era pensarmos o que eliminaríamos do mundo. De pronto escrevi em meu papel: PRECONCEITO. Essa é chave do mal que faz os homens se sentirem melhores que os outros e dai vem todo o mal da humanidade. Este papel foi queimado e simbolicamente meu desejo se concretizou. Em um segundo papel, a pergunta era o que queríamos do mundo e minha resposta foi “SER DELE”. Enfim, quero ser um participante ativo e responsável do planeta. Novamente o papel foi queimado para que uma transmutação o tornasse realidade.

 

É isso! Quero ser um ser do mundo! Ser ator não sei, mas o caminho é bem parecido!

 

 

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Vivo escrevendo.
Escrevo por que vivo.
Escrevo para viver.

Publicitário, paulista e paulistano. Amo minha cidade. Gosto de artes, das pessoas, dos sentimentos.

Libriano(safra de outubro de 1962). Tenho o ar como meu elemento. Sou sentimental, emotivo e a comunicação é minha vida! Aqui... Tudo 1 Pouco.


 

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