Tudo 1 Pouco
   O tamanho do passado

Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em várias situações do passado! Esse processo tem produzido também em meu sono, alguns sonhos como viagens pelo túnel do tempo. E percebo que as dimensões quando somos criança são bem maiores. Aos 8 anos, alguém com 18 é adulto, com 30 já está ficando velho e por aí vai. O mundo nos parece bem maior. Os valores de dinheiro são incontáveis. Um salário, o preço de uma casa ou de um automóvel são todos muito próximos. Todas as situações nos parecem muito prontas, absolutas e seguras! É como se o mundo adulto fosse uma fortaleza inatingível e para as crianças estar reservado um papel secundário e menor.

 

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Meu avô paterno faleceu quando eu era bem criança com 5 anos de idade. Os familiares sempre falaram da sua semelhança física comigo. O fato é que ele tinha exatamente a mesma altura que eu. Tenho 1,90 e bem acima da média do brasileiro. A imagem que fica eram meus avós chegando em casa e eu sair correndo e abraçar as pernas de meu avô. Um homem enorme e que eu olhava como não se acabasse mais. O mais estranho é que justamente com ele vivenciei a primeira sensação de morte. Para mim foi apavorante, traumático e passou um longo período para entender esse processo inevitável para qualquer ser humano. E esse “fim” ficou incoerente, justamente com o adulto que me parecia intocável e eterna. Lembro de um primo mais velho que na praia me levantava e colocava no seu ombro. Como é curioso hoje eu não percebê-lo assim tão mais velho, e muito menos aquele rapaz que me jogava como uma “peteca” para lá e para cá.

 

E nossos pais? Quando começa a inversão de os enxergarmos pequenos e frágeis é por que está bem em nossa frente à percepção do próprio processo de envelhecimento. E ao olharmos para frente enxergamos nossas crianças (no meu caso sobrinhos) que já trabalham namoram, tem filhos e levam adiante a sensação de futuro. Penso agora se o futuro tem então uma imagem de inacabado e frágil...



Escrito por Rubens Alves Júnior às 16h49
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   Ruth Cardoso. Estou de luto!

É muito estanho, mas a notícia do falecimento da Dra. Ruth me deixou muito triste. Falo doutora, pois esse era seu título acadêmico, ou mais até do que um doutorado. Essa era Ruth Cardoso! Uma mulher impar e que não vou descrevê-la biograficamente, pois os meios de comunicação estão fazendo isso de maneira exaustiva.

 

Sempre ouvi falar dessa grande intelectual, porém às vésperas da posse de FHC como Presidente do Brasil ouvi um forte testemunho. Eu estava ainda no meu curso de Pós-Graduação e minha professora de Antropologia da Comunicação era sua amiga pessoal. Naquela ocasião, uma frase ainda está forte na lembrança. “Independente do que será o governo FHC, o Brasil irá conhecer a Ruth”.

 

A frase de minha professora voltou a cabeça com a notícia do seu falecimento. Refleti muito! Será que o Brasil conheceu mesmo a Dra. Ruth? Comecei então minha reflexão. Na verdade, o casal Fernando e Ruth me agradava, pois internacionalmente mostrou um outro lado do Brasil. Somos um País jovem, e mesmo assim temos intelectuais de primeira grandeza. Não vou abordar aqui questões políticas, mas o fato é que após um turbulento processo de transição de governo militar. Essa cara de “democracia” dada ao Brasil foi definida com a imagem simbólica do casal. Imagem tão forte que após oito anos, o País estava pronto para aceitar e entender a possibilidade legal de temos um Presidente vindo da classe trabalhadora e com pouca escolaridade! Volto a reafirmar, este texto não tem nenhuma conotação política e sim uma abordagem cotidiana e comportamental de pessoas públicas.

 

O fato é que nutri uma enorme simpatia por Dra. Ruth. De verdade, eu fui acompanhando sua trajetória como primeira dama... ops... cai no vício do discurso de senso comum. Ela não gostava desse termo e aí me dá um primeiro indicio de que realmente o País não a conheceu. Os noticiários de seu falecimento na sua grande maioria assim a identificou! Na verdade, seu trabalho social mudou definitivamente o papel de uma simples esposa de presidente.

 

Bem... para não estender o texto vamos para o meu ponto de observação. O casal Fernando e Ruth sempre foi identificado por morarem no bairro paulistano de Higienópolis. Morar em Higienópolis é assunto para um texto que em breve irei escrever! Mas, quem é morador sabe o que estou falando! Inúmeras vezes, eu vi a mulher Ruth circulando pelo bairro, fazendo compras, passeando, enfim uma mulher comum!

 

Certa vez, uma polêmica enorme se fez presente na mídia. Ruth esposa de Fernando pediu pizzas para comemorar o aniversário de seu esposo com os filhos. A Pizzaria Vicapota imaginou que fosse um trote. Tentaram fazer uma cortesia e ela não aceitou. O fato ganhou projeção e em uma entrevista Ruth achou um absurdo tanta polêmica. Disse ser natural, pois morava no bairro e não em Brasília. Que só estava lá em função do cargo do seu esposo.

 

Photo by W. Heinz

 

Há no máximo uns dois meses vi Dra. Ruth no shopping Pateo Higienópolis. Sozinha... caminhando anônima. Não resisti e lhe ofereci um sorriso, carinhosamente retribuído. Uma pessoa passou ao seu lado e ficou na dúvida se era ela quem ele pensava que fosse. Esse sorriso simples e até um pouco tímido ficará comigo! Alguns dados do noticiário me emocionaram. Ela nasceu no mesmo ano que minha mãe e no dia seguinte ao de meu pai. E ai me emocionou de verdade. E com muito carinho, eu enviei mentalmente um bom pensamento aos seus filhos! Para eles... simplesmente uma mãe que se foi!

 

Esse é meu luto!

 

Notícia:

Ex-primeira-dama Ruth Cardoso morre em casa, aos 77 anos

A ex-primeira-dama Ruth Cardoso, de 77 anos, morreu nesta terça-feira, às 20h40, no apartamento da família, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Um enfarte fulminante foi apontado pelos médicos como a causa da morte. (MSN Notícias)

 

 

Leia também:



Escrito por Rubens Alves Júnior às 20h24
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   Você lembra de quais novelas?

Telenovela no Brasil, espelho de uma história recente

Pela primeira vez neste blog, escrevo um texto vindo da sugestão de uma leitora. As novelas na TV brasileira são um fenômeno que já teve inúmeros estudos nos mais variados pontos de análise. Desde 1963, com a primeira novela na TV Excelsior (2-5499 Ocupado, de Dulce Santucci), boa parte das pessoas pontuou suas vidas tendo novelas como referências cronológicas de suas próprias histórias de vida.

Na minha lembrança mais remota lembro de ouvir adultos falarem da novela Redenção da pioneira no estilo, a TV Excelsior. Porém, um bom tempo me traz na lembrança as novelas da TV Tupi. Um mundo refinado de alta sociedade mostrava o que seria a década de 70 com novela Beto Rockfeller. Hoje, sei que foi a primeira novela a retratar temas atuais em suas narrativas. Lembro vagamente de Irmãos Coragem (primeira versão) da TV Globo. A cor na transmissão de novelas foi oficialmente em O Bem Amado, mas no mesmo momento a TV Tupi reagiu e colocou no ar todas suas produções com um colorido tosco de improviso.

Estúpido Cupido e Dancin’ Days ilustraram os bailinhos de minha adolescência. Na década de 80 vi Guerra dos Sexos ter várias cenas gravadas no edifício em que morava com minha família. E com isso vi de perto essa produção onde Maitê Proença, Paulo Autran, Tarcísio e Glória, Herson Capri passavam pela portaria e o mais marcante uma cena de Maria Zilda pendurada em uma varanda do 6º andar em uma cena de fuga. A novela Os Adolescentes na TV Bandeirantes esbarrou em mim.

Na década de 90, Pantanal foi um marco de um sucesso isolado da extinta TV Manchete (que infelizmente não capitalizou). Em um momento meu de grande crescimento profissional, usava aquele período da noite para uma pequena pausa ou um quase “flash” de férias diárias.

Vale Tudo foi também marcante ao mostrar um lado podre, mas maquiado de nossa sociedade. Estive em Cuba em 1991 e fiquei comovido e ao mesmo tempo perplexo ao perceber cubanos tão ligados em uma realidade tão distante da que viviam. Alguns artistas brasileiros são cultuados como semi-deuses!

Nos últimos anos, deixei de lado o hábito de “seguir uma novela”, em função de minhas atividades acadêmicas acontecerem no período noturno. Neste ano, tenho apenas uma noite tomada profissionalmente. Comecei assim, a assistir Duas Caras, de Aguinaldo Silva e com direção de Wolff Maia. A surpresa é que nesse período de ressaca que para mim, novela ficou restrito a uma boa opção de veiculação publicitária, pouca coisa mudou. Obviamente, que em tempos de TV digital, o produto final apresentado é de uma qualidade de produção fantástica. Com certeza a sua aceitação comercial provoca investimentos invejáveis. Mas e as tramas? Ou os contratos entre os personagens dessa narrativa? Nada muito novo, mas com pitadas de assuntos atuais como os cartões corporativos, pirataria de DVDs, violência urbana... ou seja um recorte bem feito deste começo de século 21 no Rio de Janeiro. Alguns temas como preconceito racial foram abordados de forma contundente e por momentos cômicos. Assim, os filhos do casal Barreto (Stênio Garcia) e Gioconda (Marília Pêra) viram seus filhos brancos e de alta socidade carioca casarem com negros. Júlia (Débora Falabella) se casa (já grávida) com Evilásio (Lázaro Ramos) líder comunitário da fictícia Portelinha. Na mesma família, a empregada doméstica Sabrina (Cris Vianna) enlouquece o seduzido advogado mauricinho Barretinho (Dudu Azevedo). Antes do casamento e uma viagem para Nigéria, Sabrina protagonizou cena antológica onde um preconceito reativo contra brancos, argumenta com seu pai não querer essa mistura de raças e assim justifica um distanciamento de Barretinho que já era alvo de sua paixão. Seu pai então, responde com um discurso contundente, onde pede que a filha vá atrás do rapaz. Mas como se trata de uma novela e o gancho para os próximos capítulos é uma obrigação, Barretinho é atropelado.

O fato é que dificilmente um brasileiro fica sem um pouco de influência de uma boa novela. Por falar nisso, alguém assistiu o capítulo de ontem? Risos.....

 

Teledramaturgia no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teledramaturgia_no_Brasil)

A teledramaturgia surgiu no Brasil na década de 1950 e acabou por tornar-se o produto televisivo mais popular do país. A telenovela caracteriza-se por explorar enredos de fácil aceitação pelo público, como histórias de amor e conflitos familiares e sociais. É comum a associação da novela como um produto descartável, como uma oposição a literatura, ao cinema ou ao teatro, o que pode denotar um certo preconceito, visto que é um produto voltado a pessoas de todos os níveis sociais. Funciona como uma espécie de obra aberta, cujo desenvolvimento e desfecho podem ser alterados a qualquer momento, de acordo, principalmente, com os índices de audiência (Ibope), ou seja, segundo o interesse imediato do público na história.



Escrito por Rubens Alves Júnior às 16h30
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   Eu sinto medo...

Todo mundo sente medo! Esse sentimento é inerente à vida humana. Quais são os medos que nós temos? Cada um tem sua fragilidade, mas com certeza o desconhecido mexe com a cabeça da maioria das pessoas. Eu sempre achei que o medo diminuísse com o decorrer da idade, porém a ousadia da juventude o neutraliza. Com a avançar dos anos, ficamos mais seguros de quem somos e como o mundo que nos rodeia é. Por outro lado, essa consciência traz este temor de volta de uma maneira mais dolorosa... é o medo de não ter mais tempo de corrigir o que ainda não está certo em nossas vidas!

Mas viver é correr riscos... e que delicioso torna-se sentir medo, é confirmar que estamos VIVOS!

 

 

Medo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

 

O medo provoca reacções físicas facilmente observáveis.

O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.

O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc.



Escrito por Rubens Alves Júnior às 07h03
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   Cadê o talvez? Uma geração sem reflexão!

      

 

Estou assustado com o que tenho percebido na convivência com estudantes nascidos nos meados da década de 80. O pensamento binário prevalece sobre a reflexão e riqueza da construção da mente humana.

         Um jovem com idade hoje de até uns 25 anos nasceu e viveu num mundo informatizado e em sua adolescência já usufruiu as maravilhas da “Internet”. Talvez aqui neste ponto, esse pessoal comece a me qualificar como chato, retrogrado e careta. Até aí nada de mais. Também fui contestador em época que essa era uma característica de quem ainda pegou um mundo de sonhos, onde mesmo utopias podiam ser grandes ideais. E então é nessa críitica que começa minha indignação. Ela acontece só pela oposição de uma opinião. Essa geração é assim!

         Ou seja, existe o “sim” ou o “não”, o “certo” ou o “errado”, o “branco” ou o “preto”, o “bonito” ou o “feio”! Não existe meio termo! Imagino até que devam ter facilidades em estabelecer um antônimo para qualquer palavra ou expressão. É a síntese do pensamento binário, que é na verdade a maneira que se trabalha os pensamentos das máquinas. Que apavorante! Eles lentamente se deixam dominar por esse instinto em que suas babás, amigos, ou apenas os substitutos de pais ausentes foi uma tela de computador.

       É fácil notar a virtualidade de suas relações. Conheço alguns estudantes que ficam loucos para chegarem em casa para conversarem, ou melhor, teclarem, com um colega de classe que acabaram de encontrar. E o pior... o diálogo flui melhor por esse canal. E não difícil entender o porque!

          E em uma sala de aulas... o fato fica mais evidente mesmo! E a dificuldade que se torna o aprendizado na área de Comunicação Social quase cômico!

         Respostas que deveriam ser dadas a uma pergunta óbvia, - que pede uma análise, reflexão ou uma simples explicação - tornam-se de impossível compreensão!

         Sou otimista, acho que ainda pode ser revertido... mas cumpre ao pessoal de mais ou menos trinta anos de idade ou mais mostrar aos mais novos... o mundo do sonhos! Acho que é uma geração que não teve fábulas enriquecendo suas mentes. O mundo cyber já os dominou! A luta é grande, mas como quem não tem pensamento binário, acho que podemos refletir e analisar (risos) e encontraremos uma solução ou várias combinadas (risos).



Escrito por Rubens Alves Júnior às 14h56
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   E-mail: sua identidade na Internet

 

Publiquei um artigo há um tempo e resolvi colocar aqui no "Tudo 1 Pouco".

Vejam:

E-mail: sua identidade na Internet.

 

Muitas pessoas odeiam seus nomes e sobrenomes. Existem casos estranhos em que cidadãos adultos pedem até uma autorização judicial para mudar escolhas equivocadas de pais desavisados ou distraídos. Piadinhas são constantes falando dessas situações. Muitas mulheres quando se casam preferem ocultar o sobrenome de seus esposos para não gerar constrangimento... Um dos clássicos foi o da atriz Suzy Rego, quando estava casada com o ator Paulo César Grande. Fato ou lenda urbana, mas na realidade a combinação ficaria bastante esdrúxula para a pobre Suzy, vocês não acham?

Os tempos modernos nos deram a possibilidade clara de nos rebatizarmos com a escolha de um e–mail! Profissionalmente, quando a empresa em que trabalhamos “fabrica essa nova identidade” nomes e sobrenomes formam combinações padrão de identificação corporativa. A presença de homônimos também é facilmente resolvida!

Sou professor universitário há mais de 10 anos, sendo assim vi a Internet entrando dentro das salas de aulas. Não existe mais estudantes que não tenham um e–mail! E que fantástico! Todos podem escolher sua identificação, seja como assinante de um provedor, como adicional da conta da família e ainda com o mais comum dos casos, e–mails gratuitos.

Qual não foi minha surpresa ao perceber que este agora possível “auto–batismo” eletrônico traz de volta nomes completamente inadequados. Assustado, pergunto aos alunos se este é um e–mail informal, daqueles que se usa como apelido em salas de bate–papo (os famosos chats da Internet). Estupefato, ouço a resposta! “Não, prô! É o meu e–mail! Eu criei! Viu? Coisa de publicitário!” Ai bate o desespero! Alguns mostram até seus currículos com “aquilo” que julgam ser uma de suas primeiras brilhantes criações. Temo até que imaginem ser um diferencial! Poucos nos dão abertura e aceitam sugestões! Deixo claro que não falo apenas como professor, mas sim como alguém que está no mercado há mais de 20 anos e que com certeza teria uma péssima impressão ao ter responder um e–mail solicitando uma vaga de estágio ou emprego para nomes como: nuts–nuts (piradão em inglês), maluk_re, pequena.ro, o_piradao, meiga–lu, fod_ao, todbalada, txutxu–k, pedrinha_da_lua, aneisdesaturno, regata_de_venus, sacode.balanca. A lista seria interminável. Mas, acho que dá para entender!

Stephen Covey, consultor festejado diz que além de paixão e disciplina um empregador procura seriedade em um novo profissional. Seriedade não é sisudez ou caretice, mas acima de tudo uma postura que demonstra segurança.

E concluindo, é muito fácil contratar quem tem um nome esquisito. Pode causar uma estranheza a principio, mas qualquer pessoa sabe: NÃO ESCOLHEMOS NOSSO NOME! Agora e–mail... Somos responsáveis por este ato! Então, seja simples, ou até óbvio! Use letras de seu nome, parte de nome com sobrenome, o que inclusive facilita a associação de identidades. Não vale correr riscos!



Escrito por Rubens Alves Júnior às 12h33
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   Eu canto!

Elis Regina, Francisco Alves, Nina Simone, Frank Sinatra, Nelson Gonçalves, Elisete Cardoso, Kurt Cobain, Michael Hutchence, Elvis Presley, Bob Marley, esses são alguns nomes que passam em minha cabeça ao me imaginar pedindo ajuda e inspiração para algo que aprendi a fazer e não sou nada brilhante! Cantar sempre me pareceu algo divino... e por não saber falar não (ih! este já foi o tema de outro post), muitas vezes nos vemos enroscados em uma situação que não poderíamos prever. Cantar... qualquer um canta! Até debaixo do chuveiro uma boa cantoria muita gente arrisca, porém ter a ousadia de subir em um palco e soltar voz tem que ser para profissional! E agora... quando reconhecemos nossas limitações, após superar algum desafio... talvez seja a hora de parar!



Escrito por Rubens Alves Júnior às 16h42
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   O tamanho das pernas da mentira

 

 

 

É interessante a amplidão de certas frases ou ditos populares. A frase “a MENTIRA tem pernas curtas” não é diferente. No último final de semana me deparei várias vezes com a reflexão sobre a MENTIRA em minha vida.

A sociedade parece aceitar algumas MENTIRAS. E é fato que todo ser humano vai sempre mentir. Claro, que existem justificativas, se é que existem para algumas dessas MENTIRAS. Outras situações julgam e condenam os grandes MENTIROSOS.

Eu tenho uma grande e enorme MENTIRA. Embora tenha tido uma justificativa super cabível, ainda carrego uma “culpa” que tento trabalhar internamente e não consego resolver. O pior é que não tenho como reverter por impossibilidade de acesso ao alvo de minha MENTIRA.

Conheci um cidadão - com um diagnóstico de perturbações psicológicas – que me relatou a sensação de prazer ao mentir. Ele dizia que não sabia o porque, mas adorava ao atender telefone falar para seu interlocutor que estava tomando banho e por isso não teria atendido um telefonema. E ele ressaltava o que sentia nessas pequenas mentiras.

          Imagino o que leva uma pessoa dizer para a outra que a espera na porta de sua casa que sairá em 5 minutos. Após 15 minutos liga para a pessoa diz que estava em um banho rápido (mas não ia descer em 5 minutos?). Ou seja, em quinze minutos duas “mentirinhas”. Para que? O mais triste é ver o ar impune. O mais louco? O alvo da mentira seria uma suposta nova paixão. Não seria então o momento de se falar a verdade, e mostrar sua real personalidade? Muita gente justamente nessa hora mente. Monta uma personalidade que não existe. Se a pessoa não gosta de drogas... concorda, mesmo sabendo não dispensar seu vários “baseados”. Um amor do passado deve ser ocultado... Algumas atitudes não aceitas pela sociedade também. Falar de uma vida e até de um atividade de trabalho que não existe. Enfim e quando a pessoa descobrir a verdade? E quando descobrir que ficava na porta da pessoa amada esperando com justificativas furadas. Vai se sentir um idiota! Por exemplo, se estou do lado de alguém que não atende o celular, imagino que pode fazer o mesmo comigo! Por falar em celular, penso que é um objeto parceiro e aliado da MENTIRA.

          É verdade... todo mundo mente. Mas tenho certeza que as justificativas mudam o julgamento. De uma simples paranóia do prazer em mentir, a um sentimento de culpa ou até perder um grande amor que se sentiu enganado! Vamos continuar mentindo? Sim e sempre! Apenas devemos ter consciência das possíveis conseqüências.



Escrito por Rubens Alves Júnior às 10h16
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   O que significa dizer não

Nossa vida pode ser melhor? Será que muitos do sim que dizemos mereciam um NÃO? E talvez? Será um bom substituto?

A palavra NÃO é muito difícil, e na verdade acabamos disfarçando sentimentos, simulando atitudes que muitas vezes passam uma falsa impressão daquilo que realmente sentimos. Quantas e quantas vezes a gente se pega em uma saia justa em determinadas situações, quando acabamos por aceitar algo que não concordamos por não sabermos dizer um NÃO!

Muitas pessoas aproveitam-se da nossa dificuldade em dizer NÃO e abusam dessa nossa fraqueza com chantagem emocional, causando-nos uma profunda culpa na alma se dissermos NÃO!  Esse é meu caso... que dificuldade em dizer NÃO para alguém que quero bem!!!!!

Ao analisarmos o sentido da palavra NÃO com senso comum, realmente, essa palavra tem algo de negativo, algo que desagrega e até um certo tom autoritário. Mas ao dizermos NÃO ajudaríamos muitas pessoas a encontrarem seu caminho. Mas ao não fazermos isso estamos impedindo essa pessoa de crescer; sabemos disso, mas nunca dizemos NÃO! Continuamos a alimentar os mesmos erros da pessoa, a passar a mão em sua cabeça, a colocar panos quentes. Quando se diz NÃO podemos dar forças para que alguém supere uma situação e retome o comando de suas vidas.

Quantos de nós alimentamos todo tipo de desinteresse de pessoas que se aproveitando da nossa boa vontade, usam e abusam das nossas boas intenções e nos fazem sofrer e além de tudo acham que somos os errados.

Somos indivíduos e como indivíduos precisamos crescer, andar com nossas próprias pernas. E o mais importante: vamos aprender a dizer NÃO a nós mesmos. Eu confesso que para mim ainda é muito difícil!



Escrito por Rubens Alves Júnior às 03h22
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   primeiro marco

Sei que mil acessos na internet não são nada! Mas não deixa de ser um primeiro marco... devo considerar que pouco divulguei este blog! Assim, obrigado pelas visitas, comentários e até pelas polêmicas. Valeu!



Escrito por Rubens Alves Júnior às 23h50
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