Ser do Mundo. Ser Ator.

 

Uma nova experiência consome deliciosamente uma das minhas noites na semana. O Teatro não é algo tão novo assim para mim. Como já falei em post anterior, eu julgava que o texto era minha única forma de expressão razoável. Nas artes visuais eu me lembro de uma forte incursão no mundo do cinema. No final dos anos 70 e no comecinho dos 80, o Super 8 era uma possibilidade concreta para aqueles que queriam ousar na sétima arte. Produzi dois filmes exibidos no extinto “Ação Super 8” com o já falecido Abrão Berman, na TV Cultura. Guardo até hoje a medalhinha da premiação. Eu tinha apenas 16 anos e era meio que um mascotinho atrevido. Nesse grupo de aspirantes a cineastas tinha um rapaz um pouco mais velho que eu, mas com no máximo uns 20 anos. Era o conhecido Jaime Monjardim.

 

Pensei até estudar cinema nos Estados Unidos, a publicidade foi meu caminho profissional. E o texto foi minha escolha! Claro, que é uma atividade que esbarra muito nas artes ou no mínimo a utiliza como linguagem.

 

Minha voz grave muitas vezes despertava curiosidade e o questionamento de porque eu não cantava. Pois é, nos últimos 3 anos descobri e afirmo que nunca serei um cantor, mas consigo cantar. É ótimo superar limites.

 

Há pouco mais de um mês entrei de cabeça no teatro. Na primeira aula do curso básico de uma renomada Escola, a professora perguntou porque estávamos lá e se todos queriam ser atores. Adorei não ter uma resposta e pensei que não sabia o que estava fazendo lá! O que está acontecendo? Não sei também, mas é minha melhor noite de sono. Estou conhecendo pessoas que estão apenas preocupadas com nosso objetivo comum. Não perguntam o que faço, qual minha idade, enfim... nada! São lições de vida a cada encontro. A mais forte delas é que muitas vezes com um problema ou erro, nós paramos... O teatro nos mostra que devemos incorporar o erro, problema ou limitação e seguir em frente. A escola de teatro fez hoje uma comemoração pelos seus 35 anos e chamou todos o seus alunos e eu com o entusiasmo de um neófito, não poderia faltar. Muitos ritos simbólicos e duas reflexões. A primeira era pensarmos o que eliminaríamos do mundo. De pronto escrevi em meu papel: PRECONCEITO. Essa é chave do mal que faz os homens se sentirem melhores que os outros e dai vem todo o mal da humanidade. Este papel foi queimado e simbolicamente meu desejo se concretizou. Em um segundo papel, a pergunta era o que queríamos do mundo e minha resposta foi “SER DELE”. Enfim, quero ser um participante ativo e responsável do planeta. Novamente o papel foi queimado para que uma transmutação o tornasse realidade.

 

É isso! Quero ser um ser do mundo! Ser ator não sei, mas o caminho é bem parecido!

 

 

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Vivo escrevendo.
Escrevo por que vivo.
Escrevo para viver.

Publicitário, paulista e paulistano. Amo minha cidade. Gosto de artes, das pessoas, dos sentimentos.

Libriano(safra de outubro de 1962). Tenho o ar como meu elemento. Sou sentimental, emotivo e a comunicação é minha vida! Aqui... Tudo 1 Pouco.


 

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